
Por vezes temos de fugir do passado. Esse passado que, por motivos vários, persegue tanta gente e que leva muitas pessoas ao sofrimento e à depressão.
Outros casos há em que nos socorremos do passado para enfrentarmos com mais alegria o futuro. É certo que todos nós, mais dia menos dia, teremos de atravessar o “deserto da vida”. Nessa altura “dá geito” ter um passado que nos dê prazer recordar. Servirá para atenuar as dificuldades da travessia.
Construir o passado está nas mãos de cada um de nós. Se hoje, no presente, tivermos atitudes positivas, realizações, desafios, provas superadas, esse presente rápidamente se transformará em passado e ficará guardado num qualquer recanto da nossa memória para um dia, quando necessário, ser utilizado em nosso benefício.
Foi o que eu fiz no dia 15 de Novembro de 1992, Nesse dia, então presente, eu construí o passado. Passado esse que vou utilizar hoje.
De facto não podendo eu participar na meia-maratona da Nazaré, que se realiza no próximo domingo, fui ao baú das recordações e tirei de lá este diploma.
Agarradas a este diploma vieram muitas lembranças. Boas lembranças...
Essa foi a primeira vez que corri na Nazaré. Depois de 1992 ainda lá corri mais algumas vezes.
Lembro-me dos primeiros quilómetros em que dávamos uma volta à vila. Recordo-me, também, da súbida para Famalicão. E como era boa a descida de Famalicão.
E aquela recta da meta? Quando entrávamos na recta da meta e víamos o sítio, parecia que a meta era já ali. E a meta nunca mais chegava!
Passaram 18 anos e minha vontade de correr é a mesma. Assim o corpo o permita. Fica cá uma aposta (ou será antes um acto de fé?...). Nazaré 2011. Vou nessa.